Por onde andas, coruja-do-mato?

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Por onde andas, coruja-do-mato?

Nas últimas semanas de novembro de 2019, foram iniciados os trabalhos de captura e marcação de rapinas noturnas, no âmbito do projeto LIFE LINES. Estes trabalhos irão estender-se durante todo o inverno, junto à Estrada Nacional 4, entre Montemor-o-Novo e Arraiolos, com o intuito de perceber se os padrões de distribuição e movimento das corujas sofreram alterações perto da estrada, depois das medidas implementadas pelo projeto.

As corujas podem movimentar-se em busca de alimento, para procurar parceiros, para se reproduzirem ou simplesmente para patrulharem os seus territórios. Quando estes se situam próximo de infraestruturas lineares, como estradas, caminhos de ferro e linhas elétricas, correm o risco de atropelamento, eletrocussão ou colisão. Por isso, torna-se muito importante estudar os movimentos das corujas para compreender de que forma os indivíduos são afetados por estas estruturas criadas pelos humanos, qual a dimensão dos riscos associados e de que forma podemos reduzir os seus efeitos negativos, especialmente a mortalidade por atropelamento e os potenciais riscos para os condutores.

Na área de intervenção do projeto, a coruja-do-mato é uma das espécies que sofre mais impactos pelas infraestruturas lineares, nomeadamente morte por atropelamento, constituindo, assim, uma das espécies alvo do projeto para tentarmos compreender os seus movimentos perto das estradas. Através da técnica de telemetria com recurso a aparelhos de localização via GPS, conseguimos obter informação sobre os seus movimentos e percursos sem perturbar os animais e perceber então se as medidas implementadas na região estão a ter os resultados esperados.