A.1 – Complemento e atualização da caracterização da situação de referência
Estado: concluída
Data de começo: 01/08/2015
Data de conclusão: 31/03/2018

A presente ação envolve trabalhos complementares de sistematização de informação e caracterização ecológica que visam satisfazer necessidades identificadas para promover os trabalhos de conservação previstos no conjunto das ações C., preparando-os e apoiando a definição dos projetos técnicos e trabalhos previstos na ação A.3.

As informações já existentes para a Área de Estudo relativas aos dados biofísicos, socioeconómicos, de distribuição de espécies e atropelamentos foram compiladas num Banco de Dados do Sistema de Informação Geográfica. Com base nessas informações, foram identificadas as necessidades de dados complementares (espécies/grupos e locais sem ou com dados incompletos). Foram efetuadas amostragens adicionais em vários locais para os principais grupos-alvo do projeto, incluindo anfíbios, passeriformes, corujas e mamíferos carnívoros. Além disso, nos locais de intervenção (estradas, bermas, passagens hidráulicas, micro-reservas e postes de linhas elétricas de alta tensão) foi realizada uma caracterização detalhada dos principais grupos-alvo para os quais a intervenção foi planeada, tendo em conta um desenho Before-After-Control-Impact (BACI).

Os resultados alcançados incluem, entre outros, cerca de 80.000 registos de mortalidade de 254 espécies diferentes integrados em SIG, 6 mapas de conectividade produzidos, 12 animais (genetas e corujas-do-mato) seguidos através de GPS/GSM, 307 passagens de fauna e passagens hidráulicas cartografadas.


Responsável pela ação: UEVORA

  A.2 – Compilação, estruturação e operacionalização de base de dados nacional e plataforma web multi-utilizador
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/10/2015
Data prevista de conclusão: 31/03/2021

Esta ação envolve trabalhos complementares de sistematização de informação de âmbito nacional dispersa por várias entidades e cuja agregação e disponibilização num sistema único, de acesso global, é condição determinante para a possibilidade de replicar os trabalhos do projeto em outras áreas de intervenção, no período pós-projeto.

Oito entidades e oito investigadores estão atualmente a contribuir com dados, incluindo IP, Universidade de Évora, ICNF, GNR e várias concessionárias rodoviárias. Mais de 90.000 ocorrências de dados de atropelamentos, incluindo 225 espécies incorporadas na base de dados nacional já incluindo registros enviados pela aplicação móvel LIFE LINES.


Responsável pela ação: IP

  A.3 - Projetos de execução, licenciamentos, autorizações e procedimentos de contratação necessários a ações C
Estado: concluída
Data de começo: 01/08/2015
Data de conclusão: 31/12/2017

A presente ação integra o levantamento, reunião e obtenção de toda a documentação técnica, legal e administrativa necessária à correta execução dos trabalhos e dispositivos previstos nas ações C, de forma a cumprir com os requisitos técnicos e legais que lhes sejam aplicáveis.

Foram obtidas todas as autorizações, licenciamentos e licenças necessárias às ações C. Estes incluem (1) desenho e autorizações do sinal de aviso de passagem de anfíbios, (5) Construção passadiços para fauna em 5 passagens hidráulicas, (7) Instalação de cercas nas EN4, EN114 e IP2, (2) Instalação de barreiras para elevar o voo de vertebrados voadores na EN114, (1) Instalação de barreiras e adaptação de passagens hidráulicas para anfíbios na EN114, (1) Instalação de refletores para corujas na EN4, (1) EM529 - Implementação de barreiras e túneis para anfíbios e barreiras para corujas, (1) EM535 - Plano de Intervenção, (1) NIA – Plano de Restauração do Núcleo de Interpretação Ambiental, (2) Procedimentos contratuais para promover a conscientização pública e atividades voluntárias em ações da responsabilidade da IP, (1) Instalação de redes em encostas para evitar a presença de coelhos, (1) Implantação de uma barreira de medronheiros para elevar o voo das corujas.


Responsável pela ação: IP

A.4 - Desenvolvimento, ensaio e avaliação de sistemas automatizados de monitorização e/ou dissuasão
Estado: concluída
Data de começo: 01/08/2015
Data de conclusão: 31/04/2019

Esta ação consiste na utilização de dispositivos eletrónicos como meio de dissuasão e afastamento de algumas espécies de áreas onde a sua mortalidade por atropelamento é elevada e que pode constituir uma forma de reduzir significativamente os impactes das infraestruturas lineares na biodiversidade, com custos mais reduzidos de investimento face a outras soluções. Cinco protótipos foram desenvolvidos pela FCUP, nomeadamente, um sistema móvel para detetar atropelamentos de fauna em estradas, um dispositivo para evitar a presença de pequenos roedores perto de estradas, um dispositivo para evitar a presença de corujas perto de estradas, um dispositivo para evitar o pouso de pássaros em postes elétricos e um dispositivo para monitorar a aproximação e o pouso de aves. Os protótipos foram testados e ajustados com dados com diversas adaptações feitas para melhorar o desempenho.

No caso do sistema móvel, foram desenvolvidas duas versões de um dispositivo de Mapeamento Móvel, com excelentes resultados, proporcionando uma alta taxa de classificação correta (>60%) em velocidades mais altas (70-60 km/h) do que as usadas nos censos tradicionais (20-30 km/h). Várias versões do dispositivo de dissuasão para roedores foram desenvolvidas usando ultrassons, resultando numa clara redução da presença de roedores perto de estradas.

O dispositivo de dissuasão para corujas inclui um sistema de deteção de movimento baseado em sensores infravermelhos e um dispositivo de som. Sempre que movimento é detetado, o dispositivo reproduz diferentes sons direcionados para dissuadir as corujas de se aproximarem da estrada. Em relação ao dispositivo de dissuasão para aves grandes, este protótipo é semelhante ao dispositivo das corujas. O dispositivo de monitor para aproximação e comportamento das aves em linhas elétricas inclui uma câmara com resolução full HD e emissores de infravermelhos com capacidade de visão noturna, bem como um sensor de temperatura para detetar movimento e um algoritmo incorporado para qualquer deteção de movimento na imagem. Quando o movimento é detetado, a câmara começa a gravar vídeo. Estes três últimos protótipos terminaram a fase de teste na ação D3 e os dados estão a ser analisados para avaliar sua eficiência.


Responsável pela ação: FCUP

A.5 - Instalação de viveiro de produção de flora autóctone para ações de conservação
Estado: concluída
Data de começo: 01/08/2015
Data de conclusão: 31/12/2016

Os trabalhos desta ação visam colocar em prática um viveiro destinado à produção de material vegetal (plantas e sementes) necessários aos trabalhos de conservação previstos nas ações C, especialmente aqueles que se relacionam com o fomento de populações naturais de flora autóctone.

A localização do viveiro foi encontrada na propriedade da Casa João Cidade (associação local que trabalha com pessoas com deficiência). A parcela do terreno referida foi disponibilizada à MARCA com o objetivo de instalar o viveiro desde o início de abril de 2016.

Após a instalação das estruturas do viveiro e a preparação das parcelas, os trabalhos de propagação começaram com a sementeira de herbáceas para produzir sementes e a de alvéolos de espécies lenhosas. Para a produção das plantas, foram utilizadas sementes recolhidas pela equipa da Universidade de Évora. Foi criada uma área de 5.000 m2 de plantas produzidas.


Responsável pela ação: MARCA-ADL

A.6 - Desenvolvimento de protótipos para dissuasão de avifauna em linhas de média tensão
Estado: concluída
Data de começo:01/09/2017
Data de conclusão: 30/06/2019

Com esta ação pretende-se desenvolver uma nova tipologia de esteira denominada “eco esteira horizontal” para minimizar a colisão de aves de médio e grande porte nos apoios de linhas de média tensão a utilizar em linhas previamente selecionadas com altos índices de mortalidade. Esta nova esteira caracteriza-se por ter um único plano de colisão, tendo como objetivo a redução de eletrocussão e colisão e ser uma solução de longa duração (30 anos).

O desenvolvimento do protótipo foi da responsabilidade da EDP-Distribuição e a seleção das linhas a intervencionar, num total de 13km, foi da QUERCUS em colaboração com a EDP-Distribuição e a UEVORA. Depois do desenho final da ECO-HAL A2S ter sido concluído, procedeu-se a sua produção para ser testado em fase experimental durante a ação C.5.


Responsável pela ação: QUERCUS

A.7 - Elaboração e Aprovação de Normas Internas de Orientação para apoio à Gestão em pós-projeto
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/10/2019
Data de conclusão: 31/12/2020

Esta ação consiste em elaborar e aprovar internamente um conjunto de normas, envolvendo tanto orientações para as equipas internas (especialmente as de projeto e de monitorização) como para as subcontratações (especialmente as associadas a trabalhos de manutenção e conservação corrente, em especial os de controlo de vegetação e manutenção dos dispositivos instalados).

Atualmente, está a ser elaborado um guia para as medidas de mitigação da fauna que incluirão as medidas aplicadas no projeto LIFE LINES que foram consideradas eficientes. Além disso, os termos de referência para o contrato de gestão e manutenção rodoviária consideraram já algumas das medidas aplicadas no projeto LIFE LINES em todo o país, assumindo a sua replicação num futuro próximo.


Responsável pela ação: IP

C.1 - Mitigação integrada da redução de conetividade e permeabilidade da paisagem por estradas nacionais e itinerários principais
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/03/2016
Data prevista de conclusão: 30/09/2020
Esta ação envolve o uso de informações obtidas a partir do monitoramento sobre a mitigação dos principais "hotspots" de mortalidade, incluindo um conjunto de seções de extensão reduzida de rodovias, mas de alta prioridade em termos de conservação da biodiversidade local; além disso garantir, na medida do possível, uma gama mais ampla de medidas, tanto em termos de espécies-alvo/ grupos de tarefas de mitigação, como os tipos de medidas a serem implementadas.

A maioria das intervenções associadas a esta ação estão implementadas. No que diz respeito às barreiras para os anfíbios e as adaptações das passagens hidráulicas, a seção da EN114 escolhida para a execução das intervenções é margeada por vários corpos d'água e onde foi registrado um alto número de atropelamentos de anfíbios. Em relação aos protótipos eletrônicos para evitar corujas e micromamíferos próximos às estradas, esses dispositivos foram desenvolvidos pela FCUP sob a âmbito da Ação A.4, tendo a IP assistido à sua instalação. Outras intervenções incluem passagens de fauna em 6 passagens hidráulicas na EN4, EN114 e IP2; a implantação e retificação de vedações associadas a 7 passagens hidráulicas na EN4, EN114 e IP2; a instalação de 100 refletores Swareflex na EN4 destinadas a afugentar corujas e barreiras para elevar o voo das aves. Quanto à substituição de vedações no IP2 e à implantação de um conjunto de redes no formato "L", a implementação integral desta medida só poderia ser alcançada com o início do novo Contrato de Manutenção Rodoviária, devido ao atraso na aprovação do Governo. A implementação destas vedações deve ser concluída em breve.


Responsável pela ação: IP

C.2 - Potenciação de bermas e parcelas marginais de infraestruturas rodoviárias como zonas de abrigo, refúgio, alimentação e/ou deslocação.
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/03/2016
Data prevista de conclusão: 31/12/2020

Esta ação tem 3 tarefas principais: controle da vegetação e espécies invasoras nas bermas das rodovias, implementação de micro-reservas, e instalação de uma barreira de medronheiros para elevar o voo das corujas-do-mato.

Para a realização da 1ª tarefa, com técnicas de controle melhoradas, estão a ser efetuadas duas abordagens:

1 - O controle geral e habitual da vegetação nas bermas das rodovias, incluindo as espécies invasoras, é conduzido por IP nas bermas no IP2, EN4, EN114 e EN18/IP2, em aproximadamente 3 m de largura, contando a partir do limite do asfalto, cada lado da estrada, num total de 154 km. A área de intervenção é aproximadamente de 462.000 m2 e as intervenções estão a decorrer, pelo menos, duas vezes por ano (2 x 154 km) até o final do projeto. As técnicas melhoradas incluem: maior frequência nas ações de corte; possibilidade de cortar apenas 1,5 m na proximidade imediata do asfalto em áreas onde é importante manter uma faixa verde como corredor para animais de pequeno porte; e possibilidade de deixar alguns arbustos e "ilhas" de vegetação (em vez de cortar toda a vegetação) que podem criar refúgios e “stepping stones” para pequenos animais.

2 - Em 58 locais selecionados nas bermas de estrada estão a ser aplicados métodos específicos para controlar espécies invasoras Acacia dealbata, Acacia melanoxylon, Ailanthus altissima e Arundo donax, sob a monitorização da UEVORA, a fim de testar e comparar seus resultados. A área de intervenção é de aproximadamente 7000 m2. Estas técnicas incluem: pincelagem de herbicida no troco imediatamente após o corte da árvore; injeção de herbicida nas árvores; descasque do tronco (Acácia spp.); cortes sucessivos dos caules (Arundo donax); remoção total de rebentos (incluindo as raízes); plantação de árvores nativas para competir com as espécies invasoras (combinado com as técnicas anteriores).

Quanto à implantação de micro-reservas, para promover a vegetação nativa e o habitat para as espécies de borboletas alvo do projeto, após a seleção de duas micro-reservas (A e B) na EN4 (5,5 ha), sob a gestão do PI, um plano de intervenção foi implementado pela MARCA e UEVORA, com a participação de IP e diversos voluntários. As intervenções incluíram sementeira e plantação de espécies nativas da flora.

Finalmente, em relação à implantação de uma barreira de medronheiros para elevar o voo das corujas, a várias centenas de indivíduos foram plantados na micro reserva B, numa área de alto nível de mortalidade de corujas. Esta tarefa foi executada com a ajuda de voluntários, no âmbito da Ação E.8. Esta plantação, além de sua função primária, contribuirá para a promoção de vegetação autóctone e de borboletas (Charaxes jasius, cujas larvas se alimentam deste arbusto).

As micro-reservas serão mantidas (há a necessidade de cuidar das plantas em crescimento e substituir as que podem morrer) durante o período total do Projeto e além dele, já que a IP as manterá após o término do Projeto.


Responsável pela ação: IP

C.3 - Desenvolvimento e instalação de sinalização rodoviária vertical
Estado: conlcuída
Data de começo: 01/10/2015
Data de conclusão: 31/06/2018

Trata-se de uma ação que visa a instalação de sinalização vertical específica para assinalar zonas de elevada mortalidade de anfíbios. O desenho da placa de trânsito foi concluído em 2016, o novo sinal foi aprovado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e todos 10 exemplares de sinais rodoviários previstos foram instalados: 6 sinais específicos de anfíbios (2 pares na EN114 e 1 par na EN4) e 4 sinais de presença de fauna de grande porte) (em 2 locais da EN4).


Responsável pela ação: IP

C.4 - Aplicação Móvel para promoção da recolha de dados de mortalidade
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/10/2015
Data prevista de conclusão: 31/03/2021

A presente ação envolve trabalhos de definição de funcionalidades, desenvolvimento, ensaio e operacionalização de uma aplicação móvel, baseada em sistema Android, que permita a recolha expedita de dados de mortalidade (georreferenciados e fotografados) por utilizadores profissionais e pelo público em geral, bem como a sua ligação dinâmica à plataforma nacional de dados desenvolvida na ação A.2.

A aplicação móvel já foi desenvolvida, numa colaboração entre a IP e a UEVORA, e disponibilizada para o público no Google Play desde julho de 2019. A IP promoveu uma conferência de imprensa para divulgá-lo, convidando a tv principal, rádio e jornais, e que teve um enorme impacto: 44 notícias em telejornais nacionais, principais e locais, e jornais/revistas nacionais e locais. O número de utilizadores de APP excede os 700 e o número de registros os 800.

A APP tem mais de 700 utilizadores registados e mais de 800 registos. Mais informações sobre como descarregar a APP em https://lifelines.uevora.pt/index.php/app-life-lines/


Responsável pela ação: UEVORA

C.5 - Ensaio de dispositivos para dissuasão de poiso de avifauna em linhas de média tensão
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/07/2020
Data prevista de conclusão: 31/03/2021

O objetivo da ação é ensaiar e avaliar a eficácia do protótipo desenvolvido na ação A.6 para reduzir a mortalidade de aves de médio e grande porte em linhas de média tensão. A instalação dos 64 dispositivos nos postes ao longo de 13km de linhas intervencionadas começou em dezembro de 2019 e tem previsão de término em agosto de 2020. A monitorização da eficácia ecológica, a partir de uma abordagem BACI está a ser realizada na Ação D.3 pela equipa da QUERCUS com o apoio da UEVORA, com o apoio de vários voluntários. Dados da monitorização pré-intervenção (outubro de 2018 a junho de 2020) incluem 73 aves mortas por colisão ou eletrocussão de 19 espécies diferentes.


Responsável pela ação: QUERCUS

C.6 - Desenvolvimento, ensaio e aplicação de misturas biodiversas para sementeiras de promoção da biodiversidade na envolvente de infraestruturas lineares
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/01/2016
Data prevista de conclusão: 31/12/2020

Com esta ação pretende-se desenvolver misturas de sementes de espécies vegetais autóctones e com interesse para a conservação, destinadas a sementeiras em taludes de infraestruturas lineares com o intuito de promover o aumento da diversidade vegetal. Para além da promoção da biodiversidade florística, pretende-se assegurar ainda a promoção de habitat favorável às espécies de borboletas que são alvo dos trabalhos do projeto.

O trabalho prático inclui a manutenção de plantas na estufa, a recolha e/ou processamento de sementes para garantir as necessidades do projeto (produção de arbustos e sementes) e Pós-Life. A mistura biodiversa foi semeada no outono de 2016 em estradas e micro-reservas (ecopistas, micro-reservas da EN4 e postes de linhas elétricas (em 2017). Durante as primaveras de 2019 e 2020, foi realizada a manutenção de lotes e avaliação do desempenho e sustentabilidade das espécies. O período de primavera de 2021 permitirá coletar sementes para o pós-vida.

Os resultados incluem 8 novos protocolos de germinação de espécies com interesse em conservação, 153 espécies com sementes colhidas e 23 áreas de ensaio de intervenção.


Responsável pela ação: UEVORA

C.7 - Medidas de mitigação e potenciação em vias do concelho de Évora
Estado: concluída
Data de começo: 01/10/2015
Data de conclusão: 31/06/2020

A ação integrou tarefas relacionadas com a adaptação estrutural da estrada municipal EM529, onde a mortalidade de anfíbios é elevada, devido à ausência de soluções de atravessamento, e, medidas de potenciação das bermas e taludes análogas às da ação C.2, designadamente ao nível do controlo de exóticas invasoras e promoção de núcleos de vegetação arbustiva e herbácea (e nalguns troços arbórea) que potenciem a sua utilização como elemento de abrigo, refúgio e/ou dispersão para a fauna.

As áreas de intervenção cobertas por medidas de mitigação incluem 9km de troços da estrada municipal EM529 e 21km de ferrovias desativadas (ecopista).

Sete túneis para anfíbios (tipo ACO) e 666 m de barreiras cobrindo 9 passagens (2 já existentes mais 7 novos túneis ACO) foram instalados pela CME em dois locais da EM529. Após a instalação dos túneis e barreiras, foram ainda necessários pequenos ajustes (e.g. paredes transversais de cimento) a fim de corrigir a superfície irregular do solo e guiar os anfíbios para as passagens. Estes foram concluídos em abril de 2018. Além disso, uma barreira para elevar o voo elevada das corujas também foi instalada na EM529 em setembro de 2019.

Na ecopista de Évora, a UEVORA implementou os planos de intervenção previamente preparados para 10 micro-reservas, incluindo plantações de 25 espécies de arbustos ou espécies de árvores e complementadas com plantações de 4 espécies bulbosas. As plantas utilizadas foram fornecidas pela CME, MARCA e UEVORA. A sementeira de espécies nativas também foi realizada em lotes instalados nas micro-reservas. As sementes das 42 espécies herbáceas utilizadas foram colhidas e limpas pela MARCA e UEVORA. Em relação às espécies de flora exótica invasora, a CME realizou o controle de Arundo donax em anos consecutivos, de acordo com as recomendações da UEVORA. Em 8 parcelas (0,66 ha), o controle desta espécie foi feito através de métodos melhorados, aplicando corte manual e mecânico, seguido pela extração de rizomas utilizando uma retroescavadora para garantir a efetiva remoção dos rizomas. Após esse procedimento, foram plantadas diferentes espécies autóctones de arbustos e árvores. Em 4 parcelas de referência (0,13 ha), o controle de A. donax foi feito apenas usando o método tradicional de corte.

Em relação às novas práticas de gestão da vegetação nas bermas das rodovias, foram realizadas diversas reuniões entre parceiros sobre a melhor forma de compatibilizar as necessidades de conservação (minimizar o impacto das práticas de gestão atuais na fauna) e a nova legislação (DL20/2018, 14 de fevereiro) sobre a prevenção de incêndios. Isso resultou na aplicação, sempre que possível, de medidas de gestão da vegetação das bermas como: não lavrar solo geralmente considerado em todas as estradas; em bermas que cruzam paisagens florestais, quando possível implementar o corte seletivo apenas com fins de manutenção de vegetação, caso contrário, corte anual de vegetação herbácea e arbustiva deixando pelo menos uma faixa de vegetação de 1m de largura sem cortes ou com uma altura mínima de 60 cm no lado interno da berma, mantendo manchas importantes (habitats de espécies ameaçadas – orquídeas, rato-de-Cabrera) intocadas; em bermas que cruzem áreas abertas promover ao máximo possível as bermas como refúgios de biodiversidade.

Os principais resultados da ação são: promoção da presença de 7 espécies de flora endémica (uma delas presente apenas na mistura de sementes desenvolvida para as ecopistas); promoção do habitat de 7 espécies de borboletas; promoção do habitat para pequenos mamíferos devido à plantação de espécies de flora bulbosa; controlo de Arundo donax (única espécie exótica invasora bem representada ao longo da ecopista).


Responsável pela ação: CME

C.8 - Medidas de mitigação e potenciação em vias do concelho de Montemor-o-Novo
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2015
Data prevista de conclusão: 31/08/2020

A ação integra tarefas relacionadas com a adaptação estrutural da via, ao longo de um troço da estada municipal EM535, onde a mortalidade de micromamíferos e anfíbios é elevada, devido à inadequada gestão de bermas e ausência de soluções de contenção (barreiras) que impeçam a sua deslocação para a faixa de rodagem.

No total, 4300 metros de barreiras de concreto para anfíbios (desenhadas juntamente com a CME), 2 passagens com grelha não metálicas e 2 túneis foram instalados ao longo da EM535. Adicionalmente, foram instalados 2 passadiços secos para passagem de fauna numa passagem hidráulica já existente e que é regularmente inundada. Cerca de 1km de barreiras de lona foram instaladas com recurso a voluntários no contexto da ação E.10.

Em relação às novas práticas de gestão da vegetação nas bermas das rodovias, foram realizadas diversas reuniões entre parceiros sobre a melhor forma de compatibilizar as necessidades de conservação (minimizar o impacto das práticas de gestão atuais na fauna) e a nova legislação (DL20/2018, 14 de fevereiro) sobre a prevenção de incêndios. Isso resultou na aplicação, sempre que possível, de medidas de gestão da vegetação das bermas como: não lavrar solo geralmente considerado em todas as estradas; em bermas que cruzam paisagens florestais, quando possível implementar o corte seletivo apenas com fins de manutenção de vegetação, caso contrário, corte anual de vegetação herbácea e arbustiva deixando pelo menos uma faixa de vegetação de 1m de largura sem cortes ou com uma altura mínima de 60 cm no lado interno da berma, mantendo manchas importantes (habitats de espécies ameaçadas – orquídeas, rato-de-Cabrera) intocadas; em bermas que cruzem áreas abertas promover ao máximo possível as bermas como refúgios de biodiversidade. Ao longo da EM535 são efetuados 2 cortes por ano nas bermas.

Além disso, para maximizar os resultados, a CMMN tem promovido a conscientização, o envolvimento e a formação dos técnicos com responsabilidades na gestão de vegetação e controle de espécies exóticas invasoras.

No que diz respeito à ecopista de Montemor-o-Novo, varias tarefas foram sido efetuadas, nomeadamente a instalação de sementeiras biodiversas, e plantação de arbustos para borboletas e outros polinizadores por forma a promover a biodiversidade, assim como o reforço das plantações nas micro-reservas. Adicionalmente, os trabalhos destinados ao corte seletivo de vegetação incluindo de plantas exóticas invasoras na ecopista de Montemor-o-Novo decorrerão até ao fim de agosto de 2020, concluindo a ação.


Responsável pela ação: CMMN

C.9 - Operação de Viveiro para ações de Conservação
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/01/2017
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos da ação dão continuidade aos da ação A.5, no âmbito do qual se procedeu à instalação do viveiro, visando dar resposta, ao longo do período do projeto, às necessidades de plantas (lenhosas e herbáceas) e de sementes (quando aplicável) necessárias aos restantes trabalhos de conservação previstos nas ações C.

O viveiro encontra-se totalmente operacional, tendo produzido, desde o início do projeto, mais de 6000 plantas (árvores e arbustos) de 70 espécies nativas diferentes, e cerca de 22000 sementes, estando a germinar por volta de 6370 plantas de 56 espécies distintas, incluindo bolbos de 5 espécies.

A atividade do viveiro tem-se centrado na produção de plantas para a fase de implementaçãodo projeto, bem como para a fase pós-projeto. Neste momento desenvolve trabalhos no sentido de garantir a sustentabilidade do projeto na fase pós-projeto, nomeadamente desenvolvendo comunicação no sentido de chegar ao nicho de mercado de plantas nativas a nível nacional, tanto para a conservação da natureza, como de implementação de espaços verdes adaptados às alterações climáticas.


Responsável pela ação: MARCA-ADL

C.10 - Promoção de “ilhas” de biodiversidade sob traçados de linhas de alta tensão
Estado: concluída
Data de começo: 01/07/2016
Data de conclusão: 31/12/2018

Esta ação teve como objetivo melhorar a conectividade da paisagem, criando parcelas de demonstração (micro-reservas) na base de postes sequenciais de linhas de alta tensão, onde foram promovidas espécies nativas da flora, fornecendo também habitat para pequenos mamíferos e espécies de borboletas, constituindo assim “stepping-stones” para a fauna numa paisagem maioritariamente agrícola.

Dez parcelas foram alvo de intervenção e outras 5 foram usadas como controlo. Estas foram submetidas a diferentes tipos de intervenções, incluindo vedar para evitar pastagem de gado, sementeira e plantio de espécies herbáceas nativas e arbustos (ou seja, utilizando a mistura de sementes biodiversas desenvolvida no âmbito da Ação C.6), e a construção de uma charca. Uma área total de 720 m2 foi intervencionada. Se as medidas implementadas se mostrarem eficientes, elas podem ser replicadas numa escala mais ampla e facilmente implementadas por empresas responsáveis pela gestão de infraestruturas elétricas, sem um aumento significativo dos custos operacionais, mas certamente com altos benefícios para a conservação da biodiversidade. Ao todo, as medidas implementadas promoveram um total de 18 espécies de flora e fauna com interesse de conservação: 9 espécies de flora (e.g. Calicotome villosa - distribuição restrita em Portugal; Silene scabriflora - endémica da Península Ibérica e noroeste do Marrocos); 2 espécies de pequenos mamíferos - Talpa occidentalis e Microtus duodecimcostatus; e 7 espécies de borboletas (e.g. Vanessa cardui, Thymelicus lineola, Melanargia ines).


Responsável pela ação: UEVORA

D.1 - Monitorização/avaliação de efeitos socioeconómicos do projeto
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/01/2016
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação, obrigatória por via do financiamento LIFE, pretendem avaliar os efeitos socioeconómicos do projeto na economia e população. Serão analisadas as despesas incorridas pelo conjunto dos parceiros no âmbito do projeto, e subsequentemente avaliados e quantificados (sempre que possível) os benefícios diretos e indiretos resultantes dos mesmos para as comunidades locais (e eventualmente para comunidades externas).

Os indicadores (n=34) estão organizados por quatro tipologias: Beneficiação de infraestruturas (e.g. Extensão de estradas beneficiadas); Dinamização das empresas locais (e.g. Verba despendida com contratação de empresas locais); Emprego e capacitação (formação) (e.g. Nº de empregos diretos criados com as atividades do projeto); e Sinergias e alavancagem (e.g. Nº de outros projetos LIFE com os quais a equipa de projeto colabora regularmente).

Está ainda prevista a realização de questionários aos agentes parceiros e comissão de acompanhamento do Projeto, bem como às entidades que se associem aos trabalhos do projeto, para avaliação de mudanças de perceção e comportamento, após a sua participação/colaboração no projeto. Estes questionários estão a ser preparados para futura aplicação.


Responsável pela ação: UEVORA

D.2 - Monitorização/avaliação efeitos do projeto em funções de ecossistema
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/07/2018
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação, obrigatória por via do financiamento LIFE, pretendem avaliar os efeitos do projeto em funções do ecossistema relacionadas com a execução dos trabalhos.

Até agora procedeu-se à compilação de informações relativas aos serviços dos ecossistemas no contexto da paisagem e ações do projeto e à avaliação do uso do TESSA (Toolkit for Ecosystem Service Site-based Assessment) como principal ferramenta de análise. Os serviços mais relevantes a serem avaliados parecem estar relacionados com Regulação e Manutenção (conectividade funcional da paisagem, controlo de espécies invasoras, controle de pragas, dispersão de sementes) e Cultural (atividades de recreio e comunitárias, informação e conhecimento).

Está ainda prevista a realização de questionários a elementos da população local e visitantes que utilizem as ecopistas, para avaliar mudanças de perceção sobre os valores faunísticos e florísticos locais, bem como sobre as ameaças existentes à presença de flora invasora. Os questionários estão a ser aplicados, prevendo-se a sua análise até ao final do último trimestre de 2020.


Responsável pela ação: UEVORA

D.3 - Monitorização/avaliação dos efeitos/impactes das medidas de conservação
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/07/2016
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Esta ação subdivide-se em D.3.1 MONITORIZAÇÃO DE ATROPELAMENTOS E ACÇÕES DE MITIGAÇÃO CONECTIVIDADE, D.3.2 - MONITORIZAÇÃO DA EFICÁCIA DE PROTÓTIPOS (AÇÕES A.4, C.4 E C.5) e D.3.3 – MONITORIZAÇÃO DA FLORA E VEGETAÇÃO E DA MICROFAUNA NAS BERMAS INTERVENCIONADAS E NAS MICRORESERVAS.

A monitorização é baseada numa metodologia BACI (Before-After-Control-Impact), comparando os resultados em áreas intervencionadas antes (ação A.1) e após a intervenção e usando áreas de controle (sem intervenção) semelhantes (D.3.1 e D.3.3). A maioria das ações de monitorização está a ser implementada ao longo de vários anos / épocas, de modo a acomodar variações estocásticas das condições climáticas e de tráfego e também para permitir um período de habituação na resposta de algumas espécies às intervenções do projeto.

A primavera será, para a maioria dos grupos-alvo da fauna, a estação mais adequada para realizar as monitorizações. Assim, como a maioria das ações de conservação foi concluída no inverno de 2018, serão recolhidos dois anos de resultados, permitindo a avaliação interanual. Além disso, as estradas (importante indicador para avaliar o sucesso de diversas medidas de conservação) estão a ser monitorizadas semanalmente pela IP desde outubro de 2016 (para comprovar o efeito do corte e corte de vegetação de vias) e diariamente pela UEVORA desde outubro de 2017, após a construção dos passadiços secos e nas passagens hidráulicas. A monitorização das ações de flora foi já efetuada na sua grande maioria.

As monitorizações em andamento ou a efetuar até o final do projeto, serão uma amostragem adicional de outono/inverno das barreiras, passagens e estradas EM529 e EM529 direcionadas aos anfíbios, uma campanha de outono de captura e seguimento GPS de corujas, a monitorização da mortalidade de aves médias e grandes em linhas de média tensão (ação C.5.), e monitorização da flora em algumas parcelas e intervenções de controle de plantas invasoras nos meses de agosto/setembro de 2020 e Primavera 2021.

Embora os resultados das monitorizações estejam a ser analisados neste momento, existem alguns resultados que podem ser avançados. Globalmente, as intervenções nas estradas estão a resultar na promoção da biodiversidade. Os carnívoros cruzam mais frequentemente quando as passagens hidráulicas não são inundadas mostrando a importância dos passadiços secos construídas e da colocação de vedações anexas. Verificou-se um aumento na riqueza e abundância de pequenos mamíferos e borboletas nas micro-reservas sob os postes de alta tensão e na micro-reserva na EN4. Verificou-se igualmente uma redução significativa no nº de anfíbios atropelados após a instalação das barreiras. As micro-reservas, de uma forma geral, registraram um aumento na diversidade e riqueza das espécies nativas da flora, e as misturas de sementes biodiversas têm sido bem-sucedidas tanto nas ecopistas como nas bermas das estradas. O Arundo donax tem sido controlado com sucesso em algumas áreas, resultando num aumento da riqueza e diversidade de espécies nativas.


Responsável pela ação: UEVORA

E.1 - Plano de Comunicação - Sítio web do projeto
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Esta ação tem como finalidade a criação do sítio web do projeto para a sua apresentação, divulgação das atividades desenvolvidas e publicação de materiais diversos produzidos no âmbito do mesmo.

O website está online desde outubro de 2015 em português e inglês. Ao longo destes anos tem vindo a sofrer várias alterações, sempre no sentido de tornar a informação mais acessível e o mais atual possível a todos os que o visitam. O website foi atualizado 208 vezes, com uma média de 236 visitas mensais.


Responsável pela ação: UEVORA

E.2 - Plano de Comunicação - Placards/Outdoors em áreas de intervenção
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/10/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação têm por objetivo assegurar uma maior visibilidade das áreas intervencionadas com trabalhos do projeto, bem como assegurar a disseminação do apoio proporcionado aos mesmos pelo programa LIFE+, satisfazendo as necessidades obrigatórias de financiamento.

Deste modo, foram colocados 52 placards e 1 outdoor na área de intervenção do Projeto. Está ainda prevista a colocação de mais placards junto das tarefas em conclusão, nomeadamente junto dos locais de implementação dos dispositivos para dissuasão de poiso de avifauna em linhas de média tensão e das vedações e conjunto de redes no formato "L" no IP2.


Responsável pela ação: UEVORA

E.3 - Plano de Comunicação – Sessões Públicas de Divulgação e Contactos com os Media
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação têm por objetivo assegurar uma mais ampla comunicação e divulgação dos objetivos, desenvolvimentos e resultados do projeto, bem como do apoio proporcionado aos mesmos pelo programa LIFE+, junto do público em geral.

O LIFE LINES tem vindo a apostar na divulgação nacional e local do projeto junto dos media. Até ao momento conta com mais de 600 notícias e referências sobre o projeto na televisão nacional, rádio (emissão e online), jornais (online e em papel), websites institucionais e redes sociais. Pode consultar mais informação no separador Notícias.


Responsável pela ação: UEVORA

E.4 - Plano de Comunicação – Trabalhos e Materiais Complementares
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação visam a produção de um conjunto de materiais audiovisuais complementares, para apoio às ações de comunicação do Plano de Comunicação estabelecido na ação E.3.

Neste âmbito têm vindo a ser produzidos vídeos curtos e emitidas rubricas de rádio sobre vários temas abordados pelo projeto, e está a ser realizado um documentário que será emitido num canal de TV generalista no início de 2021. Até ao momento foram finalizados 16 teasers, 11 vídeos temáticos e 1 tutorial (ver Galeria/Vídeos) e emitidas 60 rubricas de rádio (ver Documentação/LIFE LINES em FM).


Responsável pela ação: UA

E.5 - Sensibilização e Envolvimento da comunidade académica na recolha de informação/dados
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2016
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação visam a sensibilização das comunidades académicas da UEVORA, FCUP e UA para a temática do projeto e para a importância da recolha e encaminhamento de dados para a plataforma nacional estruturada no âmbito da ação A.2, seja através de trabalhos próprios e/ou através do uso da aplicação móvel produzida no âmbito da ação C.4. Visam ainda atrair e dar suporte à realização de teses de pós-graduação (mestrado e doutoramento) elaboradas com base nos dados obtidos no projeto.

Neste âmbito têm vindo a ser realizadas ações de divulgação do projeto e da importância dos registos de mortalidade a alunos das universidades. Relativamente às teses de pós-graduações no âmbito do projeto, estão a decorrer 2 teses de doutoramento e foram já concluídas 6 teses de mestrado (Ver mais em Documentação/Publicações).


Responsável pela ação: UEVORA

E.6 - Formação/Disseminação junto de stakeholders
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/01/2018
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos desta ação visam potenciar a replicação dos resultados do projeto e assim contribuir para os seus objetivos de demonstração. Pretende-se com os mesmos atingir um conjunto de públicos-alvo predefinidos, que se reconhece terem interesse nas temáticas abordadas e poder utilizar os desenvolvimentos e resultados do projeto no âmbito da sua atividade profissional.

Até ao momento foi realizado 1 workshop para os militares da Guarda Nacional Republicana da região do Alentejo Central, sobre a importância dos registos de mortalidade de fauna por atropelamento para a conservação da biodiversidade e segurança rodoviária; 2 workshops sobre controlo de espécies de plantas exóticas invasoras dirigidos a técnicos da IP; 1 workshop para técnicos da IP (Unidades Móveis de Inspeção e Apoio) que monitorizam as estradas e recolhem informação sobre animais atropelados.

Estão a ser preparados mais workshops e guiões de boas práticas, que abrangem outras temáticas do projeto, como: planeamento e aplicação de medidas de mitigação em vias de comunicação municipais; disseminação/replicação das medidas de gestão de habitat e controlo de plantas exóticas invasoras; gestão de vegetação e promoção de biodiversidade de flora.


Responsável pela ação: UEVORA

E.7 - Networking com outros projetos LIFE e não LIFE
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/02/2016
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Com esta ação pretende-se assegurar um conjunto de contactos com os respetivos beneficiários, de forma a trocar experiências e informação que contribuam para o bom desenvolvimento do projeto proposto, para uma maior eficácia dos seus resultados, e para uma maior disseminação.

Neste âmbito, o LIFE LINES convidou uma equipa de especialistas (5) na temática da ecologia de infraestruturas lineares para visitar o projeto e debater algumas ideias, tem participado em encontros com outros projetos LIFE e não LIFE para troca de experiências (8), tem realizado comunicações orais e participado em seminários e congressos (12).


Responsável pela ação: UEVORA

E.8 - Programa de Voluntariado Jovem e Institucional
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/10/2015
Data prevista de conclusão: 31/12/2020

Os trabalhos desta ação visam envolver as comunidades locais bem como grupos de entidades externas na prossecução e execução de trabalhos de conservação que, por não necessitarem de mão-de-obra especializada, possam ser auxiliados por voluntários.

Até o momento, foram realizadas 98 atividades de voluntariado com diversos grupos (crianças, jovens e adultos), com mais de 2700 participantes. As atividades realizadas consistiram em sementeiras, transplante e recolha de sementes de espécies nativas da flora e controle de espécies exóticas invasoras.


Responsável pela ação: MARCA-ADL

E.9 - Seminários técnicos de apresentação de desenvolvimentos e resultados do projeto
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/06/2016
Data prevista de conclusão: 31/03/2021

Os trabalhos desta ação têm por objetivo assegurar a comunicação, discussão técnico-científica e divulgação dos objetivos e resultados do projeto, bem como do apoio proporcionado aos mesmos pelo programa LIFE+, junto de públicos especializados, num contexto europeu alargado incluindo representantes de entidades com responsabilidade legal nas áreas de trabalho, entidades gestoras, ONGA’s, investigadores e técnicos em geral.

Neste âmbito foram já realizados dois seminários sobre o projeto (2 Junho 2016 e 9 Maio 2018) e um para comemoração dos 25 anos dos projetos LIFE, reunindo várias equipas de projetos LIFE do sul de Portugal, em Évora. Encontra-se em preparação a Conferência Internacional IENE2020, adiada para 12-14 de Janeiro de 2021, devido à pandemia de Covid-19.


Responsável pela ação: UEVORA

E.10 - “Adota uma estrada”, Programa de Educação/sensibilização ambiental com escolas do território
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/09/2015
Data prevista de conclusão: 31/12/2020

No decorrer do Projeto têm vindo a ser realizadas diversas ações de sensibilização ambiental, como saídas de campo dirigidas a todas as idades (ex: Atividade “Dias Tranquilos”), campos de férias para crianças e jovens e atividades no Núcleo de Interpretação Ambiental dos Baldios (Montemor-o-Novo) reabilitado no âmbito do LIFE LINES. Até à data, mais de 2700 crianças e jovens estiveram envolvidos nestas atividades. Entre os outputs produzidos nesta ação destacam-se a T-shirt do programa “Adota uma Estrada”, uma brochura e uma edição exclusiva da publicação do município de Montemor-o-Novo dedicada ao programa, esta prevista para ser efetuada em 2020.


Responsável pela ação: CMMN

E.11 - Relatório para Leigos | Layman Report
Estado: por começar
Data prevista de começo: 01/01/2020
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Nos meses finais do projeto será redigido o Relatório para Leigos / Layman Report, que tem por objetivo assegurar a comunicação e divulgação dos objetivos, desenvolvimentos e resultados do projeto, a um público vasto e não especializado.


Responsável pela ação: UEVORA

F.1 - Gestão do Projeto
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

A presente ação visa a criação e operação de uma estrutura de gestão que garanta a adequada execução do projeto, de forma assegurar os objetivos a que o projeto se propõe e dar resposta às necessidades de gestão de um projeto financiado ao abrigo do programa LIFE.

A estrutura de gestão, incluindo a coordenação do Projeto (CP), Comissão Técnica de Apoio à Gestão do Projeto (CTAG), Comissão de Gestão (CG) e Comissão de Acompanhamento Científico (CA) foram implementadas no início do projeto e estão a funcionar em conformidade.


Responsável pela ação: UEVORA

F.2 - Compilação e Estruturação dos Indicadores de Desenvolvimentos do Projeto
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/08/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Um total de 163 indicadores são atualizados regularmente, sendo que à data 43% estão acima do previsto, 16% foram alcançados como previsto, 22% estão ainda por cumprir na sua totalidade e 19% ainda não são aplicáveis. Para ver a lista completa e estado dos indicadores de projeto ver “Lista de indicadores de progresso” no website do projeto.


Responsável pela ação: UEVORA

F.3 - Auditoria Externa
Estado: a decorrer
Data de começo: 01/09/2015
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Os trabalhos da ação consistem na verificação da conformidade de execução financeira do projeto com os requisitos LIFE+.


Responsável pela ação: UEVORA

F.4 - Plano de Conservação e Comunicação Pós-LIFE
Estado: por começar
Data de começo: 01/01/2020
Data prevista de conclusão: 31/05/2021

Esta ação contempla a redação de um Plano Pós-LIFE que dará também resposta às obrigações dos beneficiários dos projetos LIFE+ Biodiversidade. Este plano deve identificar de forma clara e operacional um conjunto de objetivos, ações e medidas necessários à prossecução dos trabalhos de conservação e de disseminação de resultados e de conservação, no período pós-projeto, bem como os meios necessários à sua concretização e as fontes de financiamento internas ou externas a alocar para tais fins.


Responsável pela ação: UEVORA